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20 de Janeiro de 2022

Guerra e pobreza privam 21 milhões de crianças da educação no Oriente Médio

Juciene Souza Ribeiro, Advogado
Publicado por Juciene Souza Ribeiro
há 7 anos

Guerra e pobreza privam 21 milhes de crianas da educao no Oriente Mdio

NOVA YORK (Thomson Reuters Foundation) - O agravamento de conflitos, a pobreza e a discriminação de gênero no Oriente Médio e no Norte da África deixam 21 milhões de crianças e jovens fora da escola, disseram duas agências da Organização das Nações Unidas (ONU) nesta quarta-feira.

Uma em cada quatro crianças não está na escola ou corre risco de abandonar a escola numa região que já obteve um progresso significativo nas taxas de frequência, de acordo com um relatório conjunto do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e do Instituto de Estatística da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).

"Em um momento de tal mudança e tumulto, essa região simplesmente não pode permitir que 21 milhões de crianças caiam no esquecimento", disse a diretora regional do Unicef no Oriente Médio e Norte da África, Maria Calivis.

A região tem registrado uma queda de 40 por cento na última década no número de crianças fora da escola.

Porém, mais de 12 milhões de crianças e adolescentes não frequentam a escola, com um adicional de 6 milhões em risco de abandonar, disse o relatório.

Outras 3 milhões de crianças estão fora da escola na Síria e no Iraque, onde o conflito destruiu grandes partes do sistema de ensino, mostraram dados do relatório.

GUERRA E DISCRIMINAÇÃO

A organização Save the Children disse no mês passado que um quarto dos edifícios escolares na Síria foram destruídos pela guerra, e muitos pais estão com medo de mandar seus filhos para a escola.

O relatório da ONU afirmou que o agravamento da violência na Síria e no Iraque agora ameaça milhões de crianças a mais de se tornar uma "geração perdida" sem educação.

Em toda a região, o casamento infantil, assim como a falta de professores do sexo feminino e atitudes sociais profundamente enraizadas estão reduzindo drasticamente as chances de meninas conseguirem acesso à educação.

O relatório, que faz parte da Iniciativa Crianças Fora da Escola no Oriente Médio e Norte da África, uma parceira entre as duas agências da ONU, instou os governos a aumentar os esforços e elaborar novas políticas para combater o abandono escolar precoce e a discriminação de gênero na educação, entre outras coisas.

"Precisamos de intervenções orientadas para alcançar as famílias deslocadas pelo conflito, as meninas forçadas a ficar em casa e as crianças obrigadas a trabalhar", disse a diretora do Instituto de Estatística da Unesco, Silvia Montoya.

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